· Zé Rocha rasga o Regimento Interno da Câmara de Sapucaia e suspende sessão.
Numa das atitudes mais arbitrárias já praticadas em seu mandato como presidente do legislativo municipal, o vereador José Rocha cancelou uma sessão ordinária que havia amplamente sido anunciada como a que definiria se a Câmara abriria uma Comissão Processante contra o prefeito Anderson Zanon, denunciado por improbidade administrativa por seu ex-secretário de fazenda pública, Paulo Henrique Matosinhos, num vídeo divulgado pela imprensa e em poder do Ministério Público, que apura o caso.
O cancelamento da sessão causou indignação ao povo que compareceu mais uma vez ao plenário da Câmara e produziu bate-boca entre os vereadores que queriam que a ela fosse iniciada, já que havia quorum e a pauta poderia definir a situação política de Sapucaia, mas o presidente Zé Rocha decidiu encerrá-la, antes mesmo de abrir os trabalhos legislativos.
A medida foi classificada como temerária e irresponsável, pelo vereador Marcelo Esteves Seixas, que viu na atitude do presidente um descompromisso com a população e falta de respeito com o Regimento Interno da Casa, mas já havia tomado conhecimento de que manobras políticas haviam sido articuladas nos bastidores da Câmara horas antes, para que Paulo Henrique fosse desconvocado para o depoimento.
- “O que aconteceu aqui hoje (anteontem 07/11) foi um desrespeito com a sociedade de Sapucaia e a democracia que rege esse país, pois o presidente rasgou o Regimento Interno dessa Casa e arbitrariamente cancelou a sessão legislativa, apesar de termos número suficiente para dar início aos trabalhos e sua intrangigência demonstra o grau de descompromisso que tem com a verdade e a justiça que precisam prevalecer pelo bem do nosso povo tão indignado com o mar de lama que inunda o cenário político”, disse Seixas.
No plenário estavam os vereadores Fabrício Baião, Varne, Marcelo Seixas, Marcelo Wermelinger e o presidente José Rocha. Os demais abandonaram a Câmara minutos antes do início da sessão, atendendo convite do prefeito Anderson Zanon, para que prestigiassem um evento do Pro-Jovem, que acontecia no Centro Cultural Magracia. A manobra política para esvazia o plenário foi duramente criticada por Seixas.
Rocha justificou a suspensão da sessão por falta de quorum e prometeu convocar uma sessão extraordinária para esta terça-feira (ontem 08/11), mas os vereadores presentes contestaram seus argumentos e repudiaram nova convocação por esta ferir o Regimento Interno, que reza um período de 48 entre uma reunião e outra. A desconvocação de PH também causou revolta aos edis, que acreditam que o ex-secretário ainda tem muito o que contar sobre os esquemas de desvio de dinheiro da prefeitura.
O cancelamento da sessão causou indignação ao povo que compareceu mais uma vez ao plenário da Câmara e produziu bate-boca entre os vereadores que queriam que a ela fosse iniciada, já que havia quorum e a pauta poderia definir a situação política de Sapucaia, mas o presidente Zé Rocha decidiu encerrá-la, antes mesmo de abrir os trabalhos legislativos.
A medida foi classificada como temerária e irresponsável, pelo vereador Marcelo Esteves Seixas, que viu na atitude do presidente um descompromisso com a população e falta de respeito com o Regimento Interno da Casa, mas já havia tomado conhecimento de que manobras políticas haviam sido articuladas nos bastidores da Câmara horas antes, para que Paulo Henrique fosse desconvocado para o depoimento.
- “O que aconteceu aqui hoje (anteontem 07/11) foi um desrespeito com a sociedade de Sapucaia e a democracia que rege esse país, pois o presidente rasgou o Regimento Interno dessa Casa e arbitrariamente cancelou a sessão legislativa, apesar de termos número suficiente para dar início aos trabalhos e sua intrangigência demonstra o grau de descompromisso que tem com a verdade e a justiça que precisam prevalecer pelo bem do nosso povo tão indignado com o mar de lama que inunda o cenário político”, disse Seixas.
No plenário estavam os vereadores Fabrício Baião, Varne, Marcelo Seixas, Marcelo Wermelinger e o presidente José Rocha. Os demais abandonaram a Câmara minutos antes do início da sessão, atendendo convite do prefeito Anderson Zanon, para que prestigiassem um evento do Pro-Jovem, que acontecia no Centro Cultural Magracia. A manobra política para esvazia o plenário foi duramente criticada por Seixas.
Rocha justificou a suspensão da sessão por falta de quorum e prometeu convocar uma sessão extraordinária para esta terça-feira (ontem 08/11), mas os vereadores presentes contestaram seus argumentos e repudiaram nova convocação por esta ferir o Regimento Interno, que reza um período de 48 entre uma reunião e outra. A desconvocação de PH também causou revolta aos edis, que acreditam que o ex-secretário ainda tem muito o que contar sobre os esquemas de desvio de dinheiro da prefeitura.
Marcelo Wermelinger era outro que estava indignado com a postura do presidente. Para ele, Zé Rocha feriu a norma regimental em não abrir a sessão e obstruir a pauta que era tão aguardada pela população que vê as denúncias de Paulo Henrique como graves e devem ser apuradas pela Câmara. Wermelinger atribuiu a ausência dos vereadores ao fato da rádio passar a transmitir ao vivo as sessões legislativas e comprometer a postura dos edis que temem pela repercussão diante da opinião pública.
José Rocha tenta impedir que os requerimentos apresentados por Wermelinger e Seixas sejam votados e desde que as denúncias de PH foram divulgadas pela Internet, as manobras políticas para blindar o prefeito têm provocado turbulentas reuniões na Câmara. A população tem comparecido em massa ao recinto do legislativo e causado mudanças de comportamento dos vereadores, diante das manifestações da platéia.
Na reunião de ontem, tão logo Zé Rocha encerrou o expediente, uma ata de presença foi elaborada em seu gabinete e apresentada aos vereadores Seixas Wermelinger, como se apenas eles tivessem comparecido à sessão, omitindo Varne e Baião, na tentativa de justificar a ausência de quorum. Chamados a assinar a ata, os vereadores se recusaram e exigiram a confecção de outra ata. O clima ficou ainda mais tenso quando o verador Varne exigiu a inclusão de seu nome no documento. Rocha tentou destruir o documento inicial, mas Seixas o recolheu e o apresentou à imprensa conforme as fotos abaixo.
A Câmara já se esvaziava, quando os vereadores que se ausentaram do plenário regressaram. Procurado pela reportagem, Rildo Rodrigues se recusou a falar sobre o assunto. Cléber Casadio e Batatinha deixaram as dependências antes mesmo de serem localizados pala imprensa.
Entre os populares que compareceram à sessão, o sentimento era de indignação pelo que aconteceu. A empresária Nereide Bernardes se disse envergonhada de ter uma Câmara tão volúvel e sem ética. Para ela, o esvaziamento da sessão demonstra que há fragilidade na condução dos trabalhos e grande interferência do prefeito sobre alguns vereadores. A opinião foi compartilhada e aplaudida por outras pessoas que optaram pelo anonimato.
Fonte: Agência Serra/Folha Popular - na íntegra.